DIAS DE FELICIDADE

Foto de Vania Toledo

Foto de Vania Toledo

Dias de Felicidade, nova comédia dramática de Leilah Assumpção, estreia dia 27 de junho no Teatro Itália

 

Peça baseada em fatos reais reedita parceria com a diretora Regina Galdino, do sucesso “Intimidade Indecente”. Com Lavínia Pannunzio e Walter Breda no elenco

 

O espetáculo Dias de Felicidade estreia para público no dia 27 de junho, sábado, no Teatro Itália, às 21h30. O texto inédito traz mais uma forte personagem feminina para a dramaturgia de Leilah Assumpção e ganha direção de Regina Galdino, a mesma de “Intimidade Indecente”.

 

O espetáculo tem elenco afiado, formado por Lavínia Pannunzio (que está escalada para a nova minissérie “Ligações Perigosas”, da TV Globo) e Walter Breda. A ficha técnica traz ainda Chis Aizner e Nilton Aizner na cenografia, Ney Bonfante na iluminação, Fabio Namatame no figurino e visagismo e George Freire e João Cristal na trilha composta.

 

Leilah Assumpção usa a dor para expor a alma nos palcos. Após um acidente de automóvel, uma banqueira tem seu rosto desfigurado e encontra no ex-marido conforto à beira do abismo. Mais do que a discussão da beleza e da dor, a peça é, antes de tudo, uma história de amor.

 

O espetáculo, estruturado em quatro quadros, mostra a recuperação do rosto de uma banqueira, aguçando a curiosidade do público, que flagra a relação afetiva de um casal separado em diferentes momentos, reservando para os personagens um final comovente.

 

A dramaturgia

Leilah Assumpção é um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, autora de peças de sucesso de público e crítica. “Uma das personalidades mais fortes da geração de autores que veio à tona no fim dos anos 60 – e também uma das mais censuradas nos anos do regime autoritário”, como apontou o teatrólogo Yan Michalski.

 

Em seus 46 anos de carreira, Leilah marcou os palcos brasileiros com a sua obra escrita do ponto de vista da mulher abordando temas como a busca do autoconhecimento, relacionamentos e outras questões de gênero. Com trabalhos como “Intimidade Indecente”, “Fala Baixo, Senão Eu Grito” e “Adorável Desgraçada” Leilah conquistou os principais prêmios teatrais nacionais como Moliére e APCA.

 

Dias de Felicidade, seu mais recente texto, retrata um casal em crise, que acaba se encontrando e vivendo o amor maior no momento mais doloroso e trágico da vida dela, confortada por ele. Isso faz com que os dois vivenciem emoções de insights antes nunca imaginados e – por incrível que pareça – com humor, estabelecendo uma comunicação direta com o espectador, provocando risos, emoções e reflexões.

 

A direção

Segundo a diretora Regina Galdino “a peça propõe um mergulho delirante na vida de um casal que briga, ama, filosofa, brinca e discute temas tão diversos quanto o capitalismo, o sexo, a violência, a ética, a nova velhice, a resiliência, a procriação e a beleza”. Para ela “os dias de felicidade são um paradoxo da situação vivida por uma banqueira bela e rica, que – após a sua separação – sofre um acidente de automóvel e tem o rosto desfigurado, deparando-se com a perda da beleza. Nessa situação limite, encontra no companheirismo de seu ex-marido, advogado, um porto seguro e uma alegria inexplicável”.

 

Galdino salienta: “com exceção do cenógrafo Chris Aizner, que eu tinha muita curiosidade em conhecer por trabalhos que assisti como ‘Cais, ou a Indiferença das Embarcações’ e seus trabalhos para Jô Soares (‘Atreva-se’ e ‘O Libertino’), houve coincidentemente a repetição da equipe de ‘Intimidade Indecente’, pois trabalhamos há anos juntos, por isso foi especialmente interessante revisitar a autora, que agora nos impõe desafios e provocações, com um texto que traz uma temática tão inusitada quanto uma protagonista desfigurada. Aqui, como no Intimidade, o que salta aos olhos é o amor. Dias de Felicidade mostra o lado do avesso de um rosto, de uma relação e de uma linda história de amor.”

 

O elenco

O enredo ganha ritmo e descontração com a direção e a atuação de dois experientes e carismáticos atores, Lavínia Pannunzio e Walter Breda, que misturam humanidade, sedução, lirismo, dramaticidade e humor à história. Lavínia vê a personagem como “uma sobrevivente, uma mulher que tem titânio nos ossos…” e traduz o “ex-marido como companheiro leal”.

 

Para Pannunzio, na peça “a resiliência é a palavra de ordem, e o humor, sempre, o guia.” Walter Breda tem 57 anos de carreira, pois começou ainda menino como radio-ator em Recife, e destaca: “quando cheguei a São Paulo, em 1971, ‘Fala Baixo Senão Eu Grito’ de Leilah Assumpção agitava a cena teatral paulista. Essa cidade me abraçou e até hoje faço o que mais gosto na vida que é estar no palco fazendo o espectador raciocinar, rir e se emocionar com as histórias do homem, do ser humano. Hoje, Leilah Assumpção me oferece a oportunidade de vestir esse personagem, único na força do amor por uma mulher, cúmplice de sua trajetória ímpar, tragicômica e impactante”.

 

O enredo

Uma banqueira, casada com um advogado, vive em conflito. Eles se separam, o tempo passa, ela sofre um grave acidente de automóvel e fica com o rosto deformado. Ele vai visitá-la, consternado, e depois de quebrar a resistência dela, passa a cuidar de sua recuperação com imenso carinho. Passada a dor, como os dois têm muito humor, a recuperação transforma-se num grande e profundo encontro de amor entre eles. Ela tem a surpresa e a felicidade de ser amada, mesmo perdendo sua beleza.

 

Leilah Assumpção explica: “eu sempre tentei registrar o mundo de pontos de vista não usuais, principalmente o da mulher num tempo onde me sentia muito sozinha nisso. Depois passei a olhar esse mundo do ponto de vista do casal. Em Dias de Felicidade tentei discutir a beleza e a dor, entre outras coisas, mas o que saiu foi uma história de amor. Esse é o milagre do teatro, da obra de arte. Você pode colocar um GPS seu como segurança, mas a arte tem GPS próprio. Nessa peça dei um salto sem rede e parece que todos que participam desse projeto me presentearam com uma delicada rede”.

 

Currículos

 

Leilah Assumpção é autora de 27 peças em mais de 40 anos de carreira. Estreou na dramaturgia com Fala Baixo, Senão eu Grito com a qual ganhou o Prêmio Molière. Seguiram-se Jorginho, o Machão e Roda Cor de Roda, primeira parceria com a atriz Irene Ravache, que também atuou no sucesso Intimidade Indecente (APCA Melhor Texto). Alguns de seus principais textos são Vejo um Vulto na Janela, me Acudam que sou Donzela, Boca Molhada de Paixão Calada, Lua Nua e Adorável Desgraçada (APCA Melhor Texto). Seu último texto encenado foi O Momento de Mariana Martins, em 1999. Suas peças são traduzidas, publicadas e encenadas na Europa, Estados Unidos e em toda a América Latina. Atualmente Intimidade Indecente está em cartaz há dois anos em Buenos Aires.

 

Regina Galdino é diretora teatral e atriz formada pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP. Em teatro, entre outros, dirigiu: Operilda na Orquestra Amazônica, com Andréa Bassitt (Prêmios APCA e FEMSA 2013); Os Saltimbancos, com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo; Intimidade Indecente, de Leilah Assumpção, com Irene Ravache e Marcos Caruso; As Pontes de Madison, de Robert James Waller, com Denise Del Vecchio e Marcos Caruso; As Turca, de Andréa Bassitt, com Cláudia Melo, Juçara Morais e Andréa Bassitt e Macbeth, de W. Shakespeare, com Evandro Soldatelli e Renata Zanetha. Dirigiu e adaptou o premiado Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com Cássio Scapin. Para o teatro lírico, dirigiu a ópera Idomeneo, de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo, com regência do maestro Rodolfo Fisher e, trabalhou com música erudita para o público infantil dirigindo, com autoria e interpretação de Andréa Bassitt: A Flauta Mágica, o Maestro e a Feiticeira e Operilda na Ciranda de Villa-Lobos, regidos pelo Maestro João Maurício Galindo. É uma das criadoras, junto com o maestro João Maurício Galindo e Cassio Scapin, da série Aprendiz de Maestro, onde dirigiu espetáculos de autoria de Andréa Bassitt para a série infantil TUCCA, por nove anos, na Sala São Paulo.

 

Lavínia Pannunzio atuou em Ludwig e suas Irmãs, de Thomas Bernhard, direção de Eric Lenate atuou em Vidas Privadas, de Nöel Coward, direção José Possi Neto. Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, direção Eric Lenate; A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, direção Luiz Villaça; Fora de Mim, adaptação do livro homônimo de Martha Medeiros; Um Verão Familiar, de João Fábio Cabral, direção Eric Lenate – Prêmio Shell de Melhor Atriz 2012; A Ilusão Cômica, de Pierre Corneille, direção Márcio Aurélio – Prêmio APCA de Melhor atriz 2011 e indicação ao prêmio Shell de melhor atriz – 2011; A Bilha Quebrada, de H. Von Kleist, direção de Márcio Aurélio – Prêmio APCA de Melhor Atriz – 2011; A Serpente no Jardim, de Alan Ayckbourn, direção de Alexandre Tenório – Prêmio APCA de Melhor atriz 2011 e indicação para o prêmio Shell de melhor atriz – 2011 Ligações Perigosas, de Christopher Hampton; Estranho Casal, de Neil Simon, direção Celso Nunes; Promiscuidade, de Pedro Vicente – indicação ao prêmio Mambembe de melhor atriz – 1997; Atos e Omissões, de Bosco Brasil – indicação ao Prêmio Mambembe de atriz coadjuvante, 1995; As Mulheres da Minha Vida, de Neil Simon; Esperando Godot, de Samuel Beckett, direção Gabriel Villela, com quem também já trabalhou em O Mambembe, de Arthur Azevedo; com Felipe Hirsch em A Vida é Cheia de Som e Fúria e Temporada de Gripe, de Will Eno;  Zé Celso em CACILDA! e com Emilio di Biasi em Budro, além de outros trabalhos. Está escalada para a nova minissérie Ligações Perigosas da TV Globo. Com 28 anos de carreira em teatro, também teve experiências como dramaturgista e diretora, com incursões pelo cinema, artes plásticas, dança e TV.

 

Walter Breda é ator e dublador, trabalha desde os 10 anos, quando começou a fazer radionovelas em Recife. Em televisão começou em 1983, fazendo a novela Sombras do Passado. Em 1987 até 1990, esteve em Bronco. Na Rede Globo, em 2001, fez a minissérie Os Maias, o seriado Presença de Anita e em 2002 O Quinto dos Infernos. Em 2002 e 2003, fez no SBT A Pequena Travessa. No mesmo ano de 2003, voltou à Globo na novela juvenil Malhação e em 2005, fez a novela América. Em 2006, Cobras e Lagartos. Foi outra vez para o SBT em 2007 e participou de Maria Esperança e em 2008 Revelação. Em 2009, esteve na TV Cultura e fez a minissérie João Miguel. Na Globo, em 2009, a novela Cama de Gato, em 2010 Ti ti ti e a temporada de Malhação; em 2012 a minissérie Dercy de Verdade e a novela Salve Jorge e em 2013 a minissérie Amores Roubados. Em teatro, atuou em várias peças: Minha Vida de Solteiro; O Santo Parto. Em 2008, o ator fez impressionante atuação em O Ensaio, montagem do Tapa. Depois, junto com a atriz Renata Zanetha, fez a peça O Casal ou Por que Você Não Me Disse Que Me Amava? . Com a montagem desse texto inédito, o ator completou 50 anos de carreira artística. Em 2009, Walter Breda fez a peça O Fantástico Reparador de Feridas. Em 2008, Calígula, com Thiago Lacerda. Em 1999 atuou em Toda Nudez Será Castigada, com Marília Pera. Trabalhou com Antonio Fagundes em diversos espetáculos, entre eles em O País dos Elefantes, que participou do Festival de Avignon em 1989.  Em 1973 atuou em O Homem de La Mancha, com Grande Otelo, Bibi Ferreira e Paulo Autran.

 

 

Ficha técnica

Espetáculo: Dias de Felicidade

Autora: Leilah Assumpção

Direção: Regina Galdino

Elenco: Lavínia Pannunzio e Walter Breda

Trilha composta: George Freire e João Cristal

Cenografia: Chris Aizner e Nilton Aizner

Figurino e visagismo: Fábio Namatame

Iluminação: Ney Bonfante

Assistente de direção e Diretor de movimento: Marcos Damigo

Direção de produção: Cristina Sato

Produção executiva: Paulo Ferrer

Fotografia: Vania Toledo

Projeto gráfico: Ricardo Ohtake e Monica Pasinato.

Realização: Jaburá Produções Artísticas

 

 

Serviço

 

Estreia: dia 27 de junho de 2015, sábado, às 21h30

Dias de Felicidade, texto inédito de Leilah Assumpção

Com Lavínia Pannunzio e Walter Breda

Direção: Regina Galdino

 

TEATRO ITÁLIA – 276 lugares

Avenida Ipiranga 344 – Edifício Itália – Subsolo

Metrô República

Informações: 3255.1979

Gênero: Comédia Dramática

Sextas e sábados – 21h30

Domingos – 19 horas

Duração: 60 minutos

Ingressos: R$ 70,00

Meia-entrada para estudantes e aposentados

Recomendação: 14 anos

Aceita todos os cartões (débito e crédito)

Não aceita cheques

Funcionamento da Bilheteria – de terça a domingo a partir das 15 horas

Vendas: www.compreingressos.com

Telefone: 2122.2474

Acessibilidade Total. Ar condicionado.

Estacionamento/Vallet na porta do teatro: R$ 25

 

SINOPSE

Leilah Assumpção usa a dor para expor a alma nos palcos. Após um acidente de automóvel, uma banqueira tem seu rosto desfigurado e encontra no ex-marido conforto à beira do abismo. Mais do que a discussão da beleza e da dor, a peça é, antes de tudo, uma história de amor.