PALAVRA DE STELA

Cleide Queiroz estreia solo inspirado na vida e na obra poética de Stela do Patrocínio

Completando 50 anos de carreira, a atriz Cleide Queiroz vive Stela do Patrocínio com dramaturgia e direção de Elias Andreato. A peça estreia dia 4 de agosto no TOP Teatro

Link para fotos de cena de João Caldas F°

 

 

Nascida em 1941, Stela do Patrocínio foi internada no Centro Psiquiátrico Pedro II aos 21 anos, quando diagnosticada como psicopata e esquizofrênica. Quatro anos depois, foi transferida para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde permaneceu até sua morte em 1992. Durante seus anos de isolamento, Stela desenvolveu um discurso poético. Seu “falatório”, carregado de angústias, retrata a rotina manicomial e, sobretudo, revela sua visão da vida, do mundo e de si mesma.

Palavra de Stela é um espetáculo solo interpretado por Cleide Queiroz com direção e dramaturgia de Elias Andreato que estreia dia 4 de agosto no Top Teatro. No espetáculo a personagem narra sua trajetória, expõe seu cotidiano e revela seu olhar de perplexidade diante da vida e dos seres humanos.

Elias Andreato escreveu o texto especialmente para Cleide Queiroz. Com 50 anos de carreira em teatro, cinema e televisão, a atriz traz uma relação muito pessoal com a temática proposta, pois é uma mulher negra que durante sua adolescência conviveu com a internação de sua mãe esquizofrênica.

“Por meio da fala de Stela do Patrocínio, pretendemos levar o espectador a uma reflexão acerca da visão que temos sobre loucura e lucidez, bem como chamar sua atenção para como a sociedade enxerga a diferença e lida com o outro”, diz Elias Andreato.

A criação do espetáculo tomou por base o registro em áudio da obra de Stela do Patrocínio realizado na década de 1980 pelas artistas plásticas Neli Gutmacher e Carla Guagliardi, posteriormente, transcrito e organizado por Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome.

Sobre Elias Andreato
Ator e diretor que completou, recentemente, 45 anos de carreira teatral. Dirigiu mais de 40 espetáculos teatrais. Seus trabalhos mais recentes são: Esperando Godot, de Samuel Beckett, com Claudio Fontana; Amor em 79:05, de Vinícios Marques, com Josemir Kowalick e Eduardo Ximenes; Isadora, de Melissa Vettore, com Daniel Dantas; Dona Bete, de Fauzi Arap, com Nilton Bicudo; Sou Toda Coração, musical íntimo com Débora Duboc; A Língua em Pedaços, de Juan Mayorga, com Ana Cecília Costa e Marco Antônio Pâmio; A Graça do Fim, de Fauzi Arap, com Nilton Bicudo e Cleiton Santos; Elza & Fred, versão de Marcela Guerty e Marcos Carnevale, com Suely Franco e Umberto Magnani; Rei Lear, de William Shakespeare, traduzido por Geraldo Carneiro, com Juca de Oliveira; Meu Deus!, de AnatGov com Irene Ravache e Dan Stulbach; Florilégio Musical II – Nas Ondas do Rádio, musical com Patrícia Gasppar, Mira Haar e Carlos Moreno; Jocasta, de Elias Andreato com Debora Duboc; A Casa de Bernarda Alba, de Federico Garcia Lorca, adaptado por Elias Andreato, com Walderez de Barros e Eu Não Dava Praquilo, solo de Cássio Scapin.

Premiações: prêmios SHELL, APCA e APETESP por Sexo dos Anjos; prêmios SHELL e APETESP como melhor ator por Van Gogh; Prêmio IBEU como melhor diretor pelo musical Os Fantástikos; Prêmio CULTURA INGLESA como melhor ator por Oscar Wilde; Prêmio QUALIDADE BRASIL como melhor diretor em comédia por 3 Versões Da Vida e Prêmio APCA como melhor ator por Doido.

Sobre Cleide Queiroz
Iniciou sua carreira em meados dos anos 50. Estreou profissionalmente na Cia. Paulo Autran, em 1969, com Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, sob a direção de Silnei Siqueira. Participou de espetáculos do Teatro Popular do SESI, como: O poeta da vila, A falecida, O santo milagroso, Chiquinha Gonzaga, O mambembe. Atuou em dezenas de peças adultas e infantis, assim como em shows musicais. Foi dirigida por Afonso Gentil, Wladimir Capella, Altair Lima, Osmar Rodrigues Cruz, Roberto Lage, Flavio de Souza, entre tantos outros. Em 2001, foi indicada para o Prêmio Shell de melhor atriz por Gota d’água, dirigido por Gabriel Villela. Em outras áreas destacam-se os seguintes trabalhos:

- TV: Marisol e Esmeralda (SBT); O Bicho do mato, Esperança e A favorita (Globo).

- Cinema: Pixote, a lei do mais fraco e Carandiru, de Hector Babenco; A hora da estrela, de Suzana Amaral e Domésticas, de Fernando Meirelles e Nando Olival, pelo qual ganhou o Prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema do Fortaleza.

 

Ficha técnica
Texto original: Stela do Patrocínio
Adaptação e direção: Elias Andreato
Elenco: Cleide Queiroz
Música original e arranjos: Jonatan Harold
Preparação Vocal e Assistência de direção: Raphael Gama
Desenho de Movimento: Roberto Alencar
Cenário e figurino: Mira Haar
Direção de produção: Sonia Kavantan
Coordenação do projeto: Carlos Moreno
Realização: CIC Produções Artísticas

Serviço:
TOP TEATRO – Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, Tel: (11) 2309-4102.
Valores: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia).
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 60 lugares.
Temporada: de 04 a 27/08
Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h.

A bilheteria abre uma hora antes dos espetáculos.
Ar condicionado. Acessibilidade.
Estacionamentos na rua do teatro pelo preço único de R$ 20