{"id":7849,"date":"2026-06-07T13:53:30","date_gmt":"2026-06-07T16:53:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=7849"},"modified":"2026-06-08T10:23:56","modified_gmt":"2026-06-08T13:23:56","slug":"o-deus-da-carnificina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=7849","title":{"rendered":"O Deus da Carnificina"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O Deus da Carnificina, da francesa Yasmina Reza, ganha montagem brasileira dirigida por Rodrigo Portella, com estreia no dia 23 de abril no Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><em>Espet\u00e1culo estrelado por <\/em><strong><em>Karine Teles, Angelo Paes Leme, Thelmo Fernandes <\/em><\/strong><em>e <\/em><strong><em>Anna Sophia Folch <\/em><\/strong><em>prop\u00f5e discuss\u00e3o sobre o limite t\u00eanue entre civilidade e barb\u00e1rie a partir de uma briga entre crian\u00e7as<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"http:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-600x400.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7850\" srcset=\"https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-600x400.jpg 600w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-300x200.jpg 300w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-768x512.jpg 768w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/o-deus-da-carnificina-teatro-espetaculo-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Al\u00ea Catan<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A celebrada pe\u00e7a <strong>O Deus da Carnificina<\/strong>, da autora francesa <strong>Yasmina Reza, <\/strong>ficou ainda mais conhecida depois da adapta\u00e7\u00e3o para o cinema dirigida por Roman Polanski e estrelada por Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. Agora, a hist\u00f3ria \u00e9 contada novamente em uma montagem dirigida por <strong>Rodrigo Portella, <\/strong>com temporada de estreia no Teatro TotalEnergies &#8211; Sala Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro, de 23 de abril a 7 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A nova vers\u00e3o brasileira do texto tem tradu\u00e7\u00e3o de Eloisa Ara\u00fajo Ribeiro e \u00e9 estrelada por <strong>Karine Teles<\/strong>, <strong>Thelmo Fernandes<\/strong>,<strong> Angelo Paes Leme <\/strong>e<strong> Anna Sophia Folch<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A trama acompanha o encontro entre dois casais que se re\u00fanem para resolver, de forma civilizada, uma briga entre seus filhos. Mas o que come\u00e7a como um encontro cordial rapidamente se transforma em um confronto inesperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Para o diretor Rodrigo Portella, a pe\u00e7a explora o limite t\u00eanue entre civilidade e barb\u00e1rie. \u201c\u00c9 como se os pactos e conven\u00e7\u00f5es sociais estivessem sempre por um fio diante da nossa for\u00e7a primitiva, ca\u00f3tica e violenta. Penso em criar uma encena\u00e7\u00e3o que explicite essa tens\u00e3o, valorizando no trabalho dos atores essa desconstru\u00e7\u00e3o da da compostura social e moral para ir revelando aos poucos toda sujeira, toda a selvageria, como se os personagens e a pr\u00f3pria cena fossem se descascando, revelando atitudes de profunda intoler\u00e2ncia e horror\u201d, revela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A atriz e idealizadora do projeto, Anna Sophia Folch, destaca a atualidade do texto. \u201cA pe\u00e7a \u00e9 um retrato inc\u00f4modo do nosso tempo, mesmo tendo sido escrita no in\u00edcio dos anos 2000. Um texto extremamente provocativo que fala sobre a fal\u00eancia do di\u00e1logo, sobre como as pessoas defendem suas pr\u00f3prias narrativas a qualquer custo e sobre a rapidez com que a conviv\u00eancia se transforma em disputa. Os temas passam pela educa\u00e7\u00e3o e pelas estruturas sociais, mas principalmente pela ideia de que o conceito de civilidade \u00e9 muito mais fr\u00e1gil do que gostar\u00edamos de admitir\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">J\u00e1 <strong>Felipe Valle<\/strong>, que assina a dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, refor\u00e7a que essa tragicom\u00e9dia cria uma esp\u00e9cie de \u201cespelho atemporal das rela\u00e7\u00f5es sociais em sua forma mais pura e objetiva\u201d. E ainda acrescenta: \u201cA obra provoca uma reflex\u00e3o sobre a forma como tendemos a simplificar as rela\u00e7\u00f5es pessoais, muitas vezes dividindo tudo entre extremos. Ao mesmo tempo, evidencia o contraste entre as narrativas e como isso impacta o conv\u00edvio em sociedade.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Ainda sobre a encena\u00e7\u00e3o, Portella conta que aposta em uma cenografia minimalista e em figurinos bem realistas. \u201cQuero que essa cenografia sint\u00e9tica, com poucos elementos, provoque transporte a imagina\u00e7\u00e3o dos espectadores para para qualquer lugar poss\u00edvel, de modo a criar identifica\u00e7\u00e3o independente do contexto social, econ\u00f4mico e ideol\u00f3gico. Os figurinos devem ser os \u00fanicos elementos realistas, porque vestem as identidades desses personagens. Todo o restante deve representar mais o mundo interior do que a realidade deles\u201d, antecipa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A obra de Reza foi escrita e publicada em 2006, um momento em que ainda parecia haver maior confian\u00e7a no di\u00e1logo como forma de resolver conflitos \u2014 algo que, hoje, infelizmente, parece mais fr\u00e1gil. Em um cen\u00e1rio mais polarizado e acelerado, o retrato do espet\u00e1culo, que antes soava como uma situa\u00e7\u00e3o extrema, ganha contornos cada vez mais familiares, refor\u00e7ando a atemporalidade de seu olhar sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>O DEUS DA CARNIFICINA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">De Yasmina Reza<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o de Rodrigo Portella<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Tradu\u00e7\u00e3o: Eloisa Ara\u00fajo Ribeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Com Karine Teles, Angelo Paes Leme, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">[CRIATIVOS]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o Musical e Trilha Sonora Original: Federico Puppi<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Figurinos: Karen Brusttolin<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Cenografia: Rodrigo Portella<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Cenotecnia: Rahira Coelho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Ilumina\u00e7\u00e3o: Ana Luzia Molinari de Simoni<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">[PRODU\u00c7\u00c3O]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Coordena\u00e7\u00e3o Geral: Anna Sophia Folch e Felipe Valle<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Felipe Valle<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Produ\u00e7\u00e3o Executiva: Juliana Trimer<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Assistente de Produ\u00e7\u00e3o: Gabriela Marques<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">[COMUNICA\u00c7\u00c3O]:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Identidade Visual: Jos\u00e9 Am\u00e9rico Mancini e Diego Navarro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Assessoria de imprensa: Pombo Correio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">M\u00eddias Sociais: Enzo Amarelo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Fotos de divulga\u00e7\u00e3o: Al\u00ea Catan<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Sinopse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dois casais se re\u00fanem para resolver, de forma civilizada, uma briga entre seus filhos. Mas o que come\u00e7a como um encontro cordial rapidamente se transforma em um confronto inesperado. Uma com\u00e9dia \u00e1cida que revela o qu\u00e3o fr\u00e1gil pode ser a nossa ideia de civilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Sinopse<\/strong><br>Dois casais se re\u00fanem para resolver, de forma civilizada, uma briga entre seus filhos. Mas o que come\u00e7a como um encontro cordial rapidamente se transforma em um confronto inesperado. Uma com\u00e9dia \u00e1cida que revela o qu\u00e3o fr\u00e1gil pode ser a nossa ideia de civilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br><strong>O Deus da Carnificina, de Yasmina Reza<\/strong><br>Temporada: 23 de abril a 07 de junho de 2026<br>Quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 20h e domingo, \u00e0s 17h<br><strong>Teatro TotalEnergies \u2013 Sala Adolpho Bloch <\/strong>&#8211; Rua do Russel, 804, Gl\u00f3ria, Rio de Janeiro<br><strong>Ingressos: <\/strong>R$150 (inteira) e R$75 (meia-entrada). \u00c0s quintas-feiras, na plateia lateral &#8211; R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)<br>Vendas online em <a href=\"https:\/\/www.ingresso.com\/espetaculos\/deus-da-carnificina\">https:\/\/www.ingresso.com\/espetaculos\/deus-da-carnificina<\/a><br><strong>Bilheteria: <\/strong>ter\u00e7a a s\u00e1bado, das 12h \u00e0s 20h, e aos domingos e feriados, das 12h \u00e0s 19h<br><strong>Dura\u00e7\u00e3o: <\/strong>90 minutos<br><strong>Classifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>14 anos<br><strong>Capacidade:<\/strong> 359 lugares<br><strong>Acessibilidade: <\/strong>Teatro acess\u00edvel a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Todas as sess\u00f5es contam com int\u00e9rprete de LIBRAS, legendagem e audiodescri\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Deus da Carnificina, da francesa Yasmina Reza, ganha montagem brasileira dirigida por Rodrigo Portella, com estreia no dia 23 de abril no Rio de Janeiro Espet\u00e1culo estrelado por Karine Teles, Angelo Paes Leme, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch prop\u00f5e discuss\u00e3o sobre o limite t\u00eanue entre civilidade e barb\u00e1rie a partir de uma briga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-7849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7849"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8022,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7849\/revisions\/8022"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}