{"id":7676,"date":"2026-03-01T16:09:22","date_gmt":"2026-03-01T19:09:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=7676"},"modified":"2026-03-09T10:07:19","modified_gmt":"2026-03-09T13:07:19","slug":"bertoleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=7676","title":{"rendered":"Bertoleza"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Vencedor do pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo em 2020, musical Bertoleza ganha nova e curt\u00edssima temporada no Teatro Alfredo Mesquita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><em>Com dire\u00e7\u00e3o de <\/em><strong><em>Anderson Claudir<\/em><\/strong><em>, adapta\u00e7\u00e3o da <\/em><strong><em>Cia. Gargarejo<\/em><\/strong><em> desloca o protagonismo no romance \u201cO Corti\u00e7o\u201d, de Alu\u00edsio Azevedo, para quem verdadeiramente o merece<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/\u00a9-Jose-de-Holanda-@josedeholanda_-2372.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7677\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:cover\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Jos\u00e9 de Holanda<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:13px\"><em>\u201cA personagem [Bertoleza] ganha no surpreendente espet\u00e1culo uma nova leitura n\u00e3o apenas dentro da trama de O Corti\u00e7o, mas como representa\u00e7\u00e3o de uma mulher de seu tempo.\u201d &#8211; Dirceu Alves Jr.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:13px\"><em>\u201cA entrega do elenco e as situa\u00e7\u00f5es apresentadas s\u00e3o t\u00e3o fortes que n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o se envolver emocionalmente com a hist\u00f3ria.\u201d Jos\u00e9 Cetra (APCA)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico em diversas temporadas, o <strong>musical Bertoleza<\/strong>, da <strong>Gargarejo Cia Teatral<\/strong>, estreou em 2020 e conquistou o pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo daquele ano. E, para quem ainda n\u00e3o conseguiu assistir ao trabalho, a Cia. Gargarejo faz uma nova temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita, de 20 de fevereiro a 1\u00ba de mar\u00e7o de 2026, \u00e0s sextas e s\u00e1bados, \u00e0s 20h, e domingos, \u00e0s 19h. Aos domingos ter\u00e1 int\u00e9rprete de libras e roda de conversa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A montagem, com adapta\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e can\u00e7\u00f5es originais de <strong>Anderson Claudir<\/strong>, que tamb\u00e9m assina a dramaturgia ao lado de <strong>Let\u00edcia Conde<\/strong>, \u00e9 inspirada no livro \u201cO Corti\u00e7o\u201d, cl\u00e1ssico naturalista de Alu\u00edsio Azevedo. Mas, desta vez, o p\u00fablico conhece a hist\u00f3ria sob ponto de vista da <strong>Bertoleza<\/strong>, uma mulher negra que \u00e9 t\u00e3o importante para a constru\u00e7\u00e3o do romance quanto o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Rom\u00e3o, o protagonista original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Na trama, o oportunista Rom\u00e3o prop\u00f5e uma sociedade \u00e0 escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles come\u00e7am uma vida juntos e constroem um pequeno patrim\u00f4nio formado por um enorme corti\u00e7o, um armaz\u00e9m e uma pedreira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Depois de acumular capital consider\u00e1vel, o ambicioso Jo\u00e3o Rom\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o sabe como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda, um negociante portugu\u00eas recentemente agraciado com o t\u00edtulo de bar\u00e3o. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrim\u00f4nio que eles constru\u00edram juntos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do s\u00e9culo 19 questionasse e problematizasse as rela\u00e7\u00f5es criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. \u201cQuisemos investigar uma identidade brasileira, que vem da di\u00e1spora africana, e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa gera\u00e7\u00e3o e dar uma voz para essa terra perif\u00e9rica\u201d, conta Claudir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">No processo, o coletivo procurou a for\u00e7a da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela Hist\u00f3ria. Durante a encena\u00e7\u00e3o, o elenco relembra as hist\u00f3rias da vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em mar\u00e7o de 2018; da escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro <em>Q<\/em>u<em>arto de Despejo: Di\u00e1rio de uma Favelada<\/em>; da jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipa\u00e7\u00e3o feminina que foi apagada dos livros de Hist\u00f3ria; da escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e da guerreira Dandara, que viveu e lutou no per\u00edodo colonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A protagonista do espet\u00e1culo \u00e9 interpretada pela atriz <strong>Lu Campos. <\/strong>E o elenco ainda conta com<strong> <\/strong><strong>Ali Bara\u00fana<\/strong>, <strong>Taciana Bastos<\/strong>,<strong> Roma Oliveira<\/strong>, <strong>Cain\u00e3 Naira<\/strong>, <strong>Larissa Noel<\/strong>, &nbsp;<strong>Palomaris<\/strong>, <strong>Edson Teles<\/strong>, <strong>Thiago Mota<\/strong> e<strong> Welton Santos<\/strong> e os stand-ins <strong>Lilian Rocha <\/strong>e <strong>Anderson Claudir<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Completam a ficha t\u00e9cnica a dire\u00e7\u00e3o musical de <strong>Eric Jorge<\/strong>, as m\u00fasicas de <strong>Anderson Claudir<\/strong>,<strong> Andr\u00e9ia Manczyk<\/strong>,<strong> Eric Jorge<\/strong> e <strong>Juliana Manczyk<\/strong>, a prepara\u00e7\u00e3o vocal e assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o musical de <strong>Juliana Manczyk<\/strong>, a prepara\u00e7\u00e3o de elenco de <strong>Eduardo Silva<\/strong> e a prepara\u00e7\u00e3o corporal e coreografia de <strong>Taciana Bastos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:15px\"><strong>Rela\u00e7\u00e3o profunda entre vida e obra<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a miss\u00e3o de quebrar o ciclo de opress\u00e3o vivenciado por sua fam\u00edlia desde os tempos de escravid\u00e3o. \u201cEspero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na pe\u00e7a e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados \u00e2mbitos da vida\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expans\u00e3o de consci\u00eancia. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela tamb\u00e9m cursou a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Matriz Africana pela FACIBRA\/Casa de Cultura Fazenda Roseira. \u201cAs pessoas precisam perceber qu\u00e3o rica e diversificada \u00e9 a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a \u00c1frica \u00e9 o ventre do mundo\u201d, emociona-se.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:15px\"><strong>Sobre a Gargarejo Cia Teatral<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Gargarejo Cia Teatral \u00e9 um coletivo de artistas dedicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de arte popular, orientado por uma perspectiva \u00e9tnico-racial que tensiona as rela\u00e7\u00f5es entre coloniza\u00e7\u00e3o e identidade. O grupo coloca a viv\u00eancia perif\u00e9rica no centro da cena, afirmando-a como pot\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica. Fundada em 2014, em Campinas (SP), a companhia desenvolveu, em seus primeiros anos, trabalhos a partir de obras fundamentais da dramaturgia e da literatura brasileira, como A Cartomante, de Machado de Assis; Sonhos Roubados, de Anderson Claudir; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; e Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Em 2015, a Gargarejo inicia a pesquisa c\u00eanica sobre O Corti\u00e7o, de Alu\u00edsio Azevedo, que d\u00e1 origem \u00e0 microcena Bertoleza \u2013 uma pequena trag\u00e9dia, ponto de partida do processo investigativo \u201cO Corti\u00e7o por elas\u201d, dedicado a revisitar a obra sob a perspectiva das personagens femininas. A partir de 2017, o grupo se estabelece na cidade de S\u00e3o Paulo, aprofundando experimenta\u00e7\u00f5es c\u00eanicas, leituras p\u00fablicas e rodas de conversa, em um movimento cont\u00ednuo de cria\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo e retroalimenta\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Em fevereiro de 2020, estreia BERTOLEZA no SESC Belenzinho, em temporada com ingressos esgotados, consagrando-se com o Pr\u00eamio APCA de Melhor Espet\u00e1culo do Ano. Em 2022, a companhia realiza o projeto Machado Real (PROAC), que resulta na leitura musical Quincas e no curta-metragem O Espelho XXI, adapta\u00e7\u00f5es das obras Quincas Borba e O Espelho, de Machado de Assis, reafirmando o compromisso do grupo com releituras cr\u00edticas do c\u00e2none brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:15px\"><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e letras: Anderson Claudir<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dramaturgia final: Anderson Claudir e Let\u00edcia Conde<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o musical: Eric Jorge<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">M\u00fasicas: Anderson Claudir, Andr\u00e9ia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Prepara\u00e7\u00e3o vocal e Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o musical: Juliana Manczyk<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Preparador de elenco: Eduardo Silva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Prepara\u00e7\u00e3o corporal e coreografia: Taciana Bastos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Cenografia e figurino: Dani Oliveira e Victor Paula<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Assistente de cenografia e figurino: Gabriela Moreira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Visagista: Victor Paula<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Diretor de Palco: L\u00e9o Magr\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Designer e opera\u00e7\u00e3o de Luz: Andressa Pacheco<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">V\u00eddeos: Aline Almeida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Desenho de som: LABSOM &#8211; Laborat\u00f3rio Sonoro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Opera\u00e7\u00e3o de som e microfona\u00e7\u00e3o: Kleber Marques e Julia Mauro&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Elenco: Lu Campos, Ali Bara\u00fana, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cain\u00e3 Naira, Larissa Noel, &nbsp;Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Stand-ins: Lilian Rocha e Anderson Claudir<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Manczyk Produ\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Sinopse<\/strong>:<br>Adapta\u00e7\u00e3o musical de <em>O Corti\u00e7o<\/em>, de Alu\u00edsio Azevedo, obra cl\u00e1ssica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo \u00e9 invertido. A voz agora \u00e9 de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com Jo\u00e3o Rom\u00e3o, um portugu\u00eas ambicioso e oportunista. <em>Bertoleza <\/em>\u00e9 o dedo na ferida, \u00e9 o n\u00f3 expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br><strong>Bertoleza, da Gargarejo Cia Teatral<\/strong><br><strong>Temporada: <\/strong>20 de fevereiro a 1\u00ba de mar\u00e7o de 2026<br>Sextas e s\u00e1bados 20h; domingos \u00e0s 19h<br>Aos domingos h\u00e1 int\u00e9rprete de libras e roda de conversa<br><strong>Teatro Alfredo Mesquita &#8211; <\/strong>Av. Santos Dumont, 1770 &#8211; Santana, S\u00e3o Paulo<br><strong>Ingresso: <\/strong>gratuito | Retirada na bilheteria com 1 hora de anteced\u00eancia<br><strong>Dura\u00e7\u00e3o: <\/strong>90 minutos<br><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: <\/strong>12 anos<br><strong>Acessibilidade: <\/strong>o espa\u00e7o possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida&nbsp;<br>Siga o grupo nas redes sociais: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gargarejociateatral\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook @gargarejociateatral<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gargarejocia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gargarejocia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@gargarejocia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vencedor do pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo em 2020, musical Bertoleza ganha nova e curt\u00edssima temporada no Teatro Alfredo Mesquita Com dire\u00e7\u00e3o de Anderson Claudir, adapta\u00e7\u00e3o da Cia. 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