{"id":6030,"date":"2024-08-18T11:17:29","date_gmt":"2024-08-18T14:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=6030"},"modified":"2024-08-19T09:53:35","modified_gmt":"2024-08-19T12:53:35","slug":"o-marinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=6030","title":{"rendered":"O Marinheiro"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" style=\"font-size:32px\">Elias Andreato dirige montagem da pe\u00e7a vanguardista O Marinheiro, de Fernando Pessoa<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><em>Texto minimalista foi escrito pelo poeta lusitano em dois dias, na mesma \u00e9poca em que ele criou seus tr\u00eas principais heter\u00f4nimos<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"600\" src=\"http:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Foto-de-Rafael-Americo-2-450x600.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6031\" srcset=\"https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Foto-de-Rafael-Americo-2-450x600.jpg 450w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Foto-de-Rafael-Americo-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/pombocorreio.art.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Foto-de-Rafael-Americo-2.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Rafael Am\u00e9rico<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Pe\u00e7a minimalista e vanguardista foi escrita pelo poeta lusitano em dois dias, na mesma \u00e9poca em que ele criou seus tr\u00eas principais heter\u00f4nimos. Escrita em 1913, a pe\u00e7a <em>O Marinheiro<\/em>, do poeta e escritor portugu\u00eas Fernando Pessoa (1888-1935), \u00e9 considerada o marco inicial do movimento modernista em Portugal. E essa obra provocadora ser\u00e1 dirigida por <strong>Elias Andreato <\/strong>e estrelada por Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Muriel Matalon. O espet\u00e1culo tem nova temporada no Espa\u00e7o Ateli\u00ea C\u00eanico, entre 7 e 18 de agosto, com apresenta\u00e7\u00f5es de quarta a s\u00e1bado, \u00e0s 20h, e aos domingos, \u00e0s 19h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Escrita quando ele tinha apenas 23 anos, a obra pr\u00e9-anuncia o que viria a ser a vida de Fernando Pessoa, seus tormentos e sofrimentos. A trama traz tr\u00eas personagens, que velam uma morta durante toda a madrugada. Seus corpos semi-est\u00e1ticos nesse ambiente funesto levam seus mais profundos pensamentos a um ambiente on\u00edrico no curso dos di\u00e1logos. E s\u00e3o nestas conversa\u00e7\u00f5es que surgem as ang\u00fastias que as atormentam; conflitos que nascem e se instalam na mente e nos pensamentos das tr\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><em>O Marinheiro <\/em>nos mostra um Pessoa influenciado pelos simbolistas e pelo movimento saudosista portugu\u00eas, inspirado pelo dramaturgo, poeta e ensa\u00edsta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949). No entanto, a partir dessas influ\u00eancias, Pessoa desenvolveu o que ele chamou de &#8220;sensacionismo integral&#8221;, culminando na cria\u00e7\u00e3o de seus tr\u00eas heter\u00f4nimos mais conhecidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">A presen\u00e7a das tr\u00eas &#8220;veladoras&#8221; ao lado da morta n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Elas tamb\u00e9m representam uma s\u00f3 entidade, embora se apresentem como distintas em alma. Unidas, compartilham a vida e o of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Com uma abordagem concisa e meticulosa, Andreato coloca a palavra como protagonista, preservando a pulsa\u00e7\u00e3o das atrizes e mantendo uma suspens\u00e3o que intensifica a emo\u00e7\u00e3o ao longo de toda a representa\u00e7\u00e3o. Cada palavra, gesto e o ambiente c\u00eanico s\u00e3o cuidadosamente elaborados para proporcionar uma imers\u00e3o profunda na narrativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">O elenco d\u00e1 vida \u00e0s personagens com uma entrega visceral, capturando a ess\u00eancia dos conflitos internos e das ang\u00fastias presentes na obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Presas na trama de suas pr\u00f3prias exist\u00eancias, as personagens se encontram diante de um cen\u00e1rio composto por mais de 12 mil metros de corda, no qual surgem imagens projetadas, delineando a jornada em busca de seus sonhos e do encontro com <em>O Marinheiro<\/em>. A luz, recortada em um jogo de luz e sombras, complementa a atmosfera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">O drama se desenvolve gradualmente at\u00e9 atingir um momento de terror e d\u00favida, onde, petrificadas, as tr\u00eas almas que falam anseiam pelo novo dia que est\u00e1 prestes a nascer. Esses elementos combinados criam um ambiente teatral singular, permitindo que o p\u00fablico mergulhe nas profundezas das emo\u00e7\u00f5es retratadas por Fernando Pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong>Sobre Fernando Pessoa&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Fernando Ant\u00f3nio Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 &#8211; Lisboa, 30 de novembro de 1935) foi um poeta, fil\u00f3sofo, dramaturgo, ensa\u00edsta, tradutor, publicit\u00e1rio, astr\u00f3logo, inventor, empres\u00e1rio, correspondente comercial, cr\u00edtico liter\u00e1rio e comentarista pol\u00edtico portugu\u00eas. Ele \u00e9 o mais universal poeta portugu\u00eas. Por ter sido educado na \u00c1frica do Sul, numa escola cat\u00f3lica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma ingl\u00eas do que com o portugu\u00eas, ao ponto de escrever os seus primeiros poemas nesse idioma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">O cr\u00edtico liter\u00e1rio Harold Bloom considerou Pessoa como &#8220;Whitman renascido&#8221; e o incluiu no seu c\u00e2none entre os 26 melhores escritores da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, n\u00e3o apenas da literatura portuguesa, mas tamb\u00e9m da inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, tr\u00eas s\u00e3o na l\u00edngua inglesa, al\u00e9m disso traduziu v\u00e1rias obras em ingl\u00eas (e.g., de Shakespeare e Edgar Allan Poe) para o portugu\u00eas, e obras portuguesas (nomeadamente de Ant\u00f3nio Botto e Almada Negreiros) para o ingl\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Fernando Pessoa criou v\u00e1rias personalidades liter\u00e1rias conhecidas como heter\u00f4nimos, sendo os mais estudados Ricardo Reis, \u00c1lvaro de Campos e Alberto Caeiro. Entre suas principais obras est\u00e3o <em>Mensagem<\/em>, <em>Livro do Desassossego<\/em>, <em>Poemas de Alberto Caeiro<\/em>, <em>Odes de Ricardo Reis <\/em>e <em>Poemas de \u00c1lvaro de Campos. <\/em>Robert Hass, poeta americano, diz: &#8220;outros modernistas como Yeats, Pound, Eliot inventaram m\u00e1scaras pelas quais falavam ocasionalmente&#8230; Pessoa inventava poetas inteiros\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-8d900ee5b63fe00216e2ec1f7f2c0524 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sinopse\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-5d9b02f315a78f82f2cf2f32e5e36aff wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Sem a exata no\u00e7\u00e3o das horas no arrastar da noite negra, tr\u00eas figuras velam uma morta, seus corpos quase im\u00f3veis neste ambiente funesto. No entanto, suas mentes, libertas das amarras do real, vagam por um reino on\u00edrico conduzidas pelo fluxo dos di\u00e1logos. Da palavra surgem as ang\u00fastias que as atormentam; conflitos que nascem e se instalam nas mentes e pensamentos das tr\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-530bf66c969a41e9d43dcc3e38ac979b wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">Durante a vig\u00edlia, a segunda irm\u00e3 narra um sonho sobre um marinheiro perdido em uma ilha deserta, que cria uma vida ilus\u00f3ria para si mesmo, imaginando um mundo inteiro para escapar da solid\u00e3o e do desespero. Essa met\u00e1fora da condi\u00e7\u00e3o humana reflete sobre o isolamento, a necessidade de criar significados e a fragilidade das percep\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-link-color wp-elements-d9ecfff4729ec94706ceacc0cd9f2aa6 wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">\u00c0 medida que a noite avan\u00e7a, as reflex\u00f5es sobre a efemeridade da vida, a natureza dos sonhos e a busca por sentido dominam a conversa.<br><br><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Servi\u00e7o<\/span><\/strong><br><strong>O Marinheiro, de Fernando Pessoa, com dire\u00e7\u00e3o de Elias Andreato<br>Temporada: <\/strong>7 a 18 de agosto, de quarta a s\u00e1bado, \u00e0s 20h, e aos domingos, \u00e0s 19h<br><strong>Espa\u00e7o Ateli\u00ea C\u00eanico <\/strong>\u2013 Rua Fortunato, 241, Vila Buarque<br><strong>Ingressos: <\/strong>R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia-entrada)<br><strong>Classifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>12 anos<br><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 50 minutos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elias Andreato dirige montagem da pe\u00e7a vanguardista O Marinheiro, de Fernando Pessoa Texto minimalista foi escrito pelo poeta lusitano em dois dias, na mesma \u00e9poca em que ele criou seus tr\u00eas principais heter\u00f4nimos Pe\u00e7a minimalista e vanguardista foi escrita pelo poeta lusitano em dois dias, na mesma \u00e9poca em que ele criou seus tr\u00eas principais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6031,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-6030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6030"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6309,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6030\/revisions\/6309"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}