{"id":3400,"date":"2021-04-20T17:17:27","date_gmt":"2021-04-20T20:17:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=3400"},"modified":"2021-04-28T14:29:24","modified_gmt":"2021-04-28T17:29:24","slug":"sede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=3400","title":{"rendered":"Sede"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espet\u00e1culo de dan\u00e7a-teatro <\/strong><strong>Sede <\/strong><strong>estreia dia 22 de abril&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/d1vm9lR5jp2PWQanJLPp4vafQFE5sbDKbUzRfK9lgBIUWfXuneFOpJMpfqpHJzdwYnFa2oTD6hVt7TK-2CgzY7s0Bxnbd3lKjGnm9KRquJ4NDkUyw_lU33A4-66E9pSLgGTT7yc\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1WSRrzHBNoAs2UZ6fgXLTqoeK-DDQ7-GT?usp=sharing\"><strong>Link para download de fotos<\/strong><\/a><strong> <\/strong><strong><br><\/strong><strong>Cr\u00e9ditos: <\/strong>Marilia Scharlach<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Idealizado em 2015, na gravidez de <strong>Gabriela Alcofra<\/strong>, int\u00e9rprete-criadora e dramaturga do espet\u00e1culo, <strong>Sede <\/strong>nasce de um inc\u00f4modo real vivido a partir do conflito de uma maternidade e postura de g\u00eanero idealizadas por padr\u00f5es sociais midi\u00e1ticos versus a experi\u00eancia pr\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com dire\u00e7\u00e3o de <strong>Leonardo Birche<\/strong> e dire\u00e7\u00e3o musical de <strong>Daniel Conti<\/strong>, o espet\u00e1culo de dan\u00e7a-teatro aborda, portanto, o puerp\u00e9rio como eixo dramat\u00fargico para pesquisar rela\u00e7\u00f5es entre corpo, palavra e gesto, a partir de quest\u00f5es sociais mobilizadoras, tais como a perspectiva de g\u00eanero, o casamento e a maternidade real. A temporada acontece de 22 a 25 de abril, com sess\u00f5es \u00e0s 20h e \u00e0s 23h pelo Youtube.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm um caminho intermedi\u00e1rio entre a realidade e fic\u00e7\u00e3o, <strong>Sede <\/strong>mergulha na solid\u00e3o, no confinamento, na sobrecarga de tarefas e nas quest\u00f5es culturais de ser mulher, fazendo disso seu material po\u00e9tico e est\u00e9tico\u201d, conta Gabriela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o advento da pandemia de COVID-19, que isolou o mundo em seus ambientes privados como forma de conter o avan\u00e7o da doen\u00e7a, o espet\u00e1culo se amplifica nos ecos do ser humano confinado e sobrecarregado, seus encontros e reencontros consigo, as dores e as del\u00edcias de se descobrir vivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O projeto&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assolada pela sobrecarga de fun\u00e7\u00f5es, pelo questionamento de sua identidade, pelas incertezas de seu futuro profissional como int\u00e9rprete e pela solid\u00e3o advinda das suas multitarefas enquanto m\u00e3e e artista, seu puerp\u00e9rio tornou-se fruto de muitas quest\u00f5es individuais e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas quest\u00f5es mobilizaram Gabriela Alcofra a come\u00e7ar a investigar poeticamente na linguagem da dan\u00e7a-teatro esse novo universo inaugurado pela maternidade, tendo a parceria do diretor teatral <strong>Leonardo Birche<\/strong>, na condu\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da pesquisa, assim como do m\u00fasico <strong>Daniel Conti<\/strong>, na concep\u00e7\u00e3o da ambienta\u00e7\u00e3o sonora do espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua inquieta\u00e7\u00e3o a levou tamb\u00e9m para o aprofundamento de suas quest\u00f5es atrav\u00e9s do doutorado em Artes da Cena na UNICAMP, debru\u00e7ada sobre a quest\u00e3o central \u201ccomo ser m\u00e3e e ser artista na dan\u00e7a contempor\u00e2nea em S\u00e3o Paulo?\u201d, orientada pela prof\u00aa Dr\u00aa Julia Ziviani Vitiello e defendido em 2019. Na ocasi\u00e3o da cerim\u00f4nia de defesa, a pesquisa pr\u00e1tica em andamento, at\u00e9 ent\u00e3o intitulada de Bunker, foi apresentada para a banca avaliadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de pesquisa foi sendo retroalimentado atrav\u00e9s da teoria e pr\u00e1tica, utilizando refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas propostas pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, assim como realizando di\u00e1rios de campo de auto-observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de seu pr\u00f3prio corpo e de seu filho em desenvolvimento e realizando entrevistas com mulheres pu\u00e9rperas artistas em S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paralelamente a isso, junto com o diretor Leonardo Birche, Gabriela Alcofra foi investigando o caminho inter-linguagem da dan\u00e7a-teatro, mesclando refer\u00eancias&nbsp; espec\u00edficas da \u00e1rea do teatro, como a metodologia proposta por Stanislaviski, com seu hist\u00f3rico de refer\u00eancias na dan\u00e7a, como, por exemplo, a investiga\u00e7\u00e3o expressiva atrav\u00e9s do estudo do movimento, como proposto por Klauss Vianna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse processo, Gabriela Alcofra escreveu uma dramaturgia como forma de organizar a composi\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica a partir dos sentidos e paisagens est\u00e9ticas levantadas. Nessa dramaturgia, corpo, palavra, sensa\u00e7\u00e3o e som s\u00e3o trabalhados mutuamente, de forma democr\u00e1tica, n\u00e3o-hier\u00e1rquica. Foram levantadas cinco cenas divididas a partir das situa\u00e7\u00f5es vividas por essa mulher: a rela\u00e7\u00e3o com seu pr\u00f3prio corpo, a rela\u00e7\u00e3o com seu filho, o casamento, a rela\u00e7\u00e3o com a imagem social, a descoberta das emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo anterior do trabalho, \u201cBunker\u201d se deu a partir da sensa\u00e7\u00e3o de confinamento gerada pela maternidade e suas ang\u00fastias advindas das amarras psicossociais impostas \u00e0s mulheres nesse novo papel. Curiosamente, o isolamento social causado pela pandemia de COVID-19 em 2020 no mundo trouxe \u00e0 tona esta circunst\u00e2ncia vivida por muitas mulheres no puerp\u00e9rio, fazendo uma associa\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica com a maternidade e os efeitos do isolamento social. Sendo assim, os temas anteriormente abordados na pesquisa tornam-se ainda mais pertinentes e com mais possibilidades de leituras sem\u00e2nticas, trabalhando assuntos como: a incerteza do futuro, a imobilidade social, a sobreposi\u00e7\u00e3o de tarefas e pap\u00e9is sociais circunscritos em um mesmo espa\u00e7o f\u00edsico, o universo familiar e profissional convivendo em um mesmo espa\u00e7o-tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020, os artistas criadores decidem mudar o nome de \u201cBunker\u201d para &#8220;\u00c1gua-me&#8221; (t\u00edtulo provis\u00f3rio para o ensaio aberto realizado em janeiro de 2020) e ent\u00e3o escolhem o t\u00edtulo SEDE, por acreditarem que o nome Bunker tem um peso hist\u00f3rico marcante e possivelmente cr\u00edtico se pensado atualmente. O t\u00edtulo SEDE faz men\u00e7\u00e3o ao texto falado por Gabriela Alcofra em uma das cenas, onde constantemente pede por um copo d\u00b4\u00e1gua para matar a sede. A sede \u00e9 uma constante no puerp\u00e9rio, pois a amamenta\u00e7\u00e3o provoca fisiologicamente essa necessidade. A sede pode ser vista tamb\u00e9m como a falta de aux\u00edlio, de conforto, de suporte, de cuidados essenciais. Al\u00e9m disso, referencia a \u00e1gua (tamb\u00e9m presente na dramaturgia do texto) que vai al\u00e9m da \u00e1gua pot\u00e1vel, expandindo a sensa\u00e7\u00e3o para os l\u00edquidos do corpo: lubrifica\u00e7\u00f5es, sangue, \u00fatero, menstrua\u00e7\u00e3o, leite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Sede <\/em>pretende aprofundar e finalizar a pesquisa iniciada em Bunker, repensando caminhos est\u00e9ticos adaptados para o formato audiovisual online, debru\u00e7ando-se sobre os eixos j\u00e1 levantados, tais como: solid\u00e3o, reconhecimento do corpo da mulher em transforma\u00e7\u00e3o, a imagem de um corpo mulher-m\u00e3e para a sociedade, rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o confinado da casa, loucura gerada pela exaust\u00e3o, exerc\u00edcio de um amor em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nessa pesquisa, o audiovisual \u00e9 considerado como mais uma camada da dramaturgia<\/strong>, pensando os planos de c\u00e2mera como aliados da composi\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica, tendo na v\u00eddeodan\u00e7a a inspira\u00e7\u00e3o para uma linguagem h\u00edbrida borrando as fronteiras entre a dan\u00e7a, o cinema e o teatro. Para isso, a cineasta e tamb\u00e9m m\u00e3e, <strong>Marilia Scharlach<\/strong>, contribuiu com sua vis\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o de fotografia e c\u00e2mera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a grava\u00e7\u00e3o, microfones direcionais e de ambi\u00eancia captaram os sons do movimento da int\u00e9rprete, gerando est\u00edmulos que, processados eletronicamente e somados ao canto da int\u00e9rprete-criadora, ru\u00eddos e ambi\u00eancias pr\u00e9-gravados, desenham as paisagens sonoras vivas que comp\u00f5em a trilha sonora original, a cargo de Daniel Conti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa maneira, <em>Sede <\/em>se envereda pelos caminhos po\u00e9ticos da met\u00e1fora para propor uma cena para al\u00e9m da literalidade, fundada em paisagens sonoras e visuais, atuando em um lugar fronteiri\u00e7o entre o gesto, a palavra e a imagem, que ampliam as camadas de sentido do espectador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interpreta\u00e7\u00e3o e dramaturgia: Gabriela Alcofra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dire\u00e7\u00e3o: Leonardo Birche<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trilha sonora e capta\u00e7\u00e3o direta: Daniel Conti<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dire\u00e7\u00e3o de fotografia e c\u00e2mera: Marilia Scharlach<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o e montagem: Gabriela Alcofra e Daniel Conti<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dire\u00e7\u00e3o de arte: Eliseu Weide<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produ\u00e7\u00e3o: Renata Allucci<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projeto gr\u00e1fico: Fernanda Allucci<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tradu\u00e7\u00e3o: Let\u00edcia Rodrigues<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assessoria de imprensa: Pombo Correio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">22\/04 &#8211; 23h<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">23\/04 &#8211; 23h<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">24\/04 &#8211; 20h e 23h<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">25\/04 &#8211; 20h e 23h<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">35 minutos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">16 anos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Link de acesso: http:\/\/bit.ly\/videodancasede<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e1tis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espet\u00e1culo de dan\u00e7a-teatro Sede estreia dia 22 de abril&nbsp; Link para download de fotos Cr\u00e9ditos: Marilia Scharlach Idealizado em 2015, na gravidez de Gabriela Alcofra, int\u00e9rprete-criadora e dramaturga do espet\u00e1culo, Sede nasce de um inc\u00f4modo real vivido a partir do conflito de uma maternidade e postura de g\u00eanero idealizadas por padr\u00f5es sociais midi\u00e1ticos versus a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3401,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3400","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3400"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3400\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3402,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3400\/revisions\/3402"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3401"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pombocorreio.art.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}