Quando Somos Quando

Laboratório Siameses de Dança reestreia Quando Somos Quando, sua adaptação do romance “Orlando: Uma Biografia”, de Virgínia Woolf

Com direção de Ines Bushatsky e dramaturgia de João Mostazo, o espetáculo propõe uma releitura desse clássico da literatura e narra a vida do protagonista depois dos acontecimentos do livro 

Crédito: Wilian Aguiar

O Laboratório Siameses de Dança abre sua temporada de 2026 com a reestreia do espetáculo Quando Somos Quando, uma leitura livre do romance “Orlando: Uma Biografia”, da escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941).  O trabalho, com direção de Ines Bushatsky e texto de João Mostazo, fica em cartaz no Galpão do Folias até 8 de fevereiro (veja as datas abaixo), com entrada gratuita.

A peça acompanha a vida de Orlando depois dos acontecimentos do livro e suas desventuras para reinventar sua vida na restauração de arte, um esforço tão grande que acaba o fragmentando em dois. 

A obra escrita em 1928 por Virginia Woolf conta a história de um jovem nascido no século 16 que vive por mais de 300 anos. Aos 30 anos, na metade do livro, Orlando passa por uma misteriosa mudança de sexo e se transforma numa mulher. Aos 36, ela é vista pela última vez, no dia 11 de outubro de 1928. O que aconteceu com Orlando depois disso, ninguém sabe bem. 

Ao longo do século 20, ele percorreu dezenas de países trabalhando como bailarina em diversas companhias. Também dominou a técnica da mudança de sexo e da oscilação de gênero: ora aparecia como mulher, ora como homem. No início do século 21, cansado e angustiada com o rumo do mundo, Orlando decide esquecer toda a sua vida e apagar da memória os quatro séculos que viveu. 

Pressentindo que o tempo está se esgarçando ao limite, e que o passado talvez seja maior do que o futuro, Orlando se refugia num pequeno estúdio e passa a dedicar todo o seu tempo ao restauro de obras de arte.

Ao imaginar o que aconteceu com o personagem depois disso, Quando Somos Quando nos abre um caminho para pensar a própria natureza da Dança. Aqui, o livro se mistura às memórias reais e ficcionais dos bailarinos Maurício de Oliveira e Mariana Muniz (representada em cena por Danielle Rodrigues). E, assim como Orlando, cada dançarino carrega em seus corpos séculos de tecnologias que conhecemos como dança.

O trabalho estreou em 2025 e garantiu indicações a Oliveira e Rodrigues ao Prêmio APCA 2026 pela sua atuação. O espetáculo ainda conta com a cenografia de Fernando Passetti, figurino de Ana Luiza Fay, desenho de luz de Pedro Moura e uma trilha sonora original composta pelo MaatDuo e Dudu Damazzio. 

Este projeto tem o apoio do Proac Editais, do Governo do Estado de São Paulo.

Ficha Técnica

Direção: Ines Bushatsky

Assistente de Direção e Dramaturgia: João Mostazo

Pesquisa Dramatúrgica: Maurício de Oliveira e Mariana Muniz

Elenco: Maurício de Oliveira e Danielle Rodrigues

Voz (prólogo): Laura Paro

Direção Musical: Izandra Machado e Dudu Damazzio

Violino: Izandra Machado

Harpa: Nalu Pimenta

Piano: Dudu Damazzio

Desenho de Luz: Pedro Moura

Cenografia: Fernando Passetti

Design de figurino: Ana Luiza Fay
Corte e costura: Judite de Lima
Modelagem: PW L’atelier
Vestido: Polyana Wiendl
Aventais: Pontogor
Adereço: Ziane Campelo

Peruca: Eli Viegas

Videoarte: Suka

Fotos Divulgação: Victor Otsuka

Assistente de Fotografia: Eduardo Pontes

Fotos Espetáculo: William Aguiar

Videografia: Thiago Capella

Mídias sociais: Lyvia Gamerc

Supervisão de Acessibilidade: Joselba Fonseca

Libras: Talita Messias – Sign Consultoria e Comunicação em Libras

Concepção e Direção de Projeto: Tono Guimarães

Gestão de Projeto: Leonardo Birche

Agradecimentos: Einat Falbel, Claúdio Gimenez Filho, Aline Assumpção, Rafaela Malta, Sarah Bernardo e toda a equipe do Núcleo de Restauração do MASP, Diego Rimaos, Eduardo Couto (Santa Marcelina), Jane Oliveira, Cássia Navas, Felipe Lemos, Victor Hugo Mattos, Alex Merino e Sala Cênica Barra Funda, Museu do Ipiranga.