REALITY (FINAL)
REALITY (FINAL) volta em cartaz no CLUB NOIR
Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6103918495658771425?authkey=CLPI0tzw86yK3AE
Vídeo: http://youtu.be/yOKjbbnXwDE
Texto de Michelle Ferreira (indicada ao Prêmio Shell 2013 de melhor
autora pelo espetáculo Os Adultos estão na Sala) retrata um reality
show com doentes terminais. O segundo espetáculo da paulista A Má Companhia Provoca tem direção de Ramiro Silveira
As últimas semanas de vida de uma atriz, que doente e precisando de dinheiro, volta ao canal que a desprezou para participar de um reality show é o mote para a mais nova montagem da A Má Companhia Provoca. Com texto de Michelle Ferreira e direção de Ramiro Silveira, REALITY (FINAL) reestreia dia 24 de janeiro, sábado, às 21h, no Club Noir – depois de temporada no SESC Pinheiros.
No elenco, além da própria Michelle, estão Flávia Strongolli, Maura Hayas e Solange Akierman e os atores convidados Paula Brandão e André Corrêa.
Escrito em 2009, o texto de Michelle Ferreira ficou entre os cinco finalistas do
Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia promovido pela Funarte e pelo Instituto Camões de Portugal (2010), ganhou o segundo lugar do Prêmio Heleny Guariba, em 2011 e foi finalista da seleção Brasil em Cena do CCBB, em 2012, com leituras dramáticas em Brasília e Rio de Janeiro. O texto também participou da Vigília Cultural do Sesc Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, em 2012, em leitura dramática com a participação de Paulo Betti, Teresa Seiblitz e Sara Antunes, entre outros.
Para o diretor Ramiro Silveira, a dramaturgia possui tanta originalidade e ausência de pudor que o que parece mórbido é, na verdade, uma comédia que faz refletir sobre a vida e seus limites. “É admirável a forma com que Michelle Ferreira aborda temas considerados ‘pesados’ mas sensivelmente humanos e, portanto, urgentes”, diz ele.
REALITY (FINAL) conta a história de Eva Lo Brac, atriz que fez muito sucesso na TV, mas, por seu espírito anarquista, foi esquecida. Hoje, com mais de cinquenta anos, está falida e com câncer. Para esquecer de sua situação precária, ela usa drogas alucinógenas e relaxantes que possam trazer algum conforto. Mora com a filha, uma artista plástica incompreendida, e é amiga de um traficante. Um dia é convidada por uma produtora de TV inescrupulosa para participar de um reality show sobre doentes terminais apresentado por um médico narcisista que faz às vezes de animador de auditório. Do programa participa, também, uma jovem que sofre de leucemia. Ganha esse “reality show” quem comover mais o público e conseguir morrer por último.
Situações limite
Sem cair nos clichês, a encenação de REALITY (FINAL) usa o tema do reality show como pano de fundo para falar de situações limite. Para Ramiro Silveira os personagens vivem, na vida privada, a doença, a morte, o fracasso e as crises nas relações familiares. Ao mesmo tempo, habitam a sociedade do espetáculo que, por causa de seu voyeurismo, é capaz de produzir extremos como um reality show de doentes terminais. “A invasão da privacidade será levada ao extremo em um espetáculo ácido e instigante, calcado no jogo dos atores e nas suas interpretações, e em suas relações tão intensas e bem construídas”, explica o diretor.
Caixa branca
Com foco no trabalho do ator, Ramiro Silveira optou pela simplicidade na encenação em um espetáculo com poucos elementos e esteticamente limpo. O cenário é todo branco, do chão as paredes, com apenas seis cadeiras de praia também brancas. “Nesse cenário asséptico a luz terá fundamental importância, assim como os figurinos, que serão mais coloridos e trarão alguns truques, como roupas que se transformam em outras”, conta ele.
A trilha sonora traz composições feitas especialmente para o espetáculo, além de releituras de sucessos dos anos 80 e 90.
Sobre a Má Companhia Provoca
Criada em 2011, A Má Companhia Provoca trabalha com textos exclusivamente brasileiros, inéditos, relevantes dentro da dramaturgia contemporânea, seja na temática, na linguagem, na forma ou no modo de construção. A intenção é produzir obras atuais e promover questões que são urgentes com o objetivo de criar em cada trabalho um território de comunicação sem hierarquia entre o objeto (a peça) e seu espectador. Os Adultos Estão na Sala foi o primeiro texto encenado do grupo e teve excelente aceitação de público e crítica, tendo cumprido seis temporadas de sucesso – Sesc Pinheiros (março/abril 2013), Teatro Cemitério de Automóveis (junho 2013), CIT-ECUM (julho/agosto 2013), TUSP (agosto/setembro 2013), Teatro João Caetano (dezembro 2013) e Teatro Martins Penna (fevereiro/março 2014), além da participação nos festivais XIII Fester (RJ), Fenata (PR), Janeiro Brasileiro da Comédia (SP) Extrema Mostra Teatro (MG) e circulação por diversas cidades do interior de São Paulo (rede Sesc) e pelo Circuito Cultural Paulista. A peça recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2013 (melhor texto e melhor atriz) e uma indicação ao prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro (melhor elenco). Fazem parte da companhia Flavia Strongolli, Maura Hayas, Michelle Ferreira, Ramiro Silveira e Solange Akierman.
Serviço:
REALITY (FINAL)
De 24 de janeiro a 22 de fevereiro.
No Club Noir
Endereço: Rua Augusta, 331 – Consolação – São Paulo -SP
Telefone: (11) 3257 8129 ou (11) 3255 8448
Sábados às 21h, domingos às 20h.
R$ 40. 55 minutos.
Texto – Michelle Ferreira. Direção – Ramiro Silveira. Elenco – Flávia Strongolli, Maura Hayas, Paula Brandão, Michelle Ferreira, Solange Akierman e André Corrêa. Assistente de Direção – Leonardo Santiago. Figurinos – Carlos Ramiro Fensterseifer. Design de Luz – Ariene Godoy. Trilha Sonora – Ricardo Bertran. Projeto Gráfico – Maura Hayas. Direção de Produção – Ricardo Grasson. Assistente de Produção – Cícero Andrade. Produção – Gelatina Cultural. Idealização – A Má Companhia Provoca.