Cada qual no seu barril

Espetáculo de teatro físico, CADA QUAL NO SEU BARRIL, comemora 10 anos de trajetória com versão on-line

Livremente inspirado no livro de Ruth Rocha, “Dois Idiotas Sentados Cada qual no seu Barril”, as atrizes Bruna Longo e Daniela Flor criaram uma dramaturgia física na qual dois náufragos se veem isolados juntos em uma ilha deserta. Peça será transmitida ao vivo do Espaço Cia. da Revista,  de 18 a 28 de março, como parte do EDITAL PROAC EXPRESSO LAB 38/2020

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CADA QUAL NO SEU BARRIL é um espetáculo de censura livre que nasceu em 2011 do desejo da criação de um espetáculo infanto‐juvenil utilizando técnicas provenientes do teatro físico. Comemorando dez anos de trajetória, já foi realizado em diversos formatos, em teatros em formato italiano e arena, na rua, em praças, em espaços pequenos e grandes palcos, e agora invade o universo virtual.

 Com influência dos grandes personagens de desenho animado e nos clássicos filmes de cinema mudo, o espetáculo não possui texto falado e tem uma temática diferenciada para peças que buscam incluir o público infantil: a intolerância, um dos temas mais caros de nossos tempos. Em uma época de ignorância, as guerras, a banalização da violência e a negação / incompreensão daquilo que é diferente (etnia, condição social, religião e sexualidade, evidentes nas manchetes dos jornais) são realidades às quais as crianças estão constantemente sendo expostas. Tratar desses temas de forma bem-humorada e utilizando a fisicalidade dos cartoons permite estabelecer diálogo direto com o público infantil: a linguagem não-verbal não depende da linearidade aristotélica, se aproximando da brincadeira de faz de conta. E é exatamente a linguagem cartunesca que faz de Cada Qual no Seu Barril ideal para a transmissão ao vivo pela internet! Além de ser um espetáculo de curta duração (40 minutos) que pode ser assistido por toda a família. 

SINOPSE

Inspirado em famosos personagens de desenhos animados e utilizando o teatro físico como linguagem, Cada Qual no Seu Barril conta, sem palavras, a história de Igor e Vladimir, dois náufragos em uma ilha deserta tendo que dividir um mesmo espaço. A intransigência faz essa relação virar uma divertida batalha de egos, com um final inesperado.

SERVIÇO

Dias 18, 19, 20, 21 e 25, 26, 27 e 28 de março, quintas a domingos, 19h.

Transmissão ao vivo do Espaço Cia. da Revista veiculada no  https://www.facebook.com/espacociadarevista

Gratuito.

Duração: 40 minutos. 

Gênero: comédia / teatro físico

Censura: livre. 

Faixa etária recomendada: maiores de 5 anos 

Tema e conteúdo: guerras, conflitos. 

FICHA TÉCNICA

Elenco, concepção e dramaturgia corporal: Bruna Longo e Daniela Flor. 

Direção, Figurinos e Iluminação: Kleber Montanheiro.

Assistência de Direção e responsável técnica: Luiza Torres.

Criação e confecção de objetos cênicos: Ricardo Costa, Beatriz Nogueira e Adriana Michalski. 

Produção executiva: Bruna Longo.

Sobre KLEBER MONTANHEIRO, diretor, figurinista e iluminador – Ator, autor, diretor cênico, cenógrafo, figurinista e iluminador.  Fundador da Cia. da Revista, e diretor de todos seus espetáculos (entre eles Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo, Opera do Malandro, Cada Qual no Seu Barril, Cabeça de Papelão, Carnavalha, e Kabarett. Formado pelo Teatro-escola Célia Helena, dirigiu entre outras peças: O Mambembe, de Arthur Azevedo; O Rouxinol, de Cássio Pires; Marias do Brasil, de Marília Toledo e Rodrigo Castilho. Criou cenário, figurino e luz do espetáculo Misery, com Marisa Orth e Luis Gustavo; Cada um com seus ‘pobrema’, de Marcelo Médici; Tem Francesa no Morro, com a Cia. As Graças; cenário e iluminação de Madame de Sade, direção de Roberto Lage, Macbeth, direção de Regina Galdino; A Incrível História do Peixe Orelha, de Paulo Rogério Lopes; também de Paulo Rogério Lopes, Crônicas de Cavaleiros e Dragões; Sobre Cartas & Desejos Infinitos, de Ana Luiza Garcia; Oito Balas, de Carol Rainatto. Foi integrante do projeto de humanização hospitalar Doutores da Alegria, de 1993 a 2003.  Premiado com o APCA 2008 (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como melhor diretor e prêmio Qualidade Brasil 2008 como melhor espetáculo com Sonho de Uma Noite de Verão. Premiado também com o FEMSA 2009 como melhor diretor com A Odisséia de Arlequino. Indicado como melhor diretor ao prêmio Cooperativa Paulista de teatro, por Cabeça de Papelão (2012). Premiado com o APCA 2012 (Associação Paulista dos Críticos de Arte) por seus figurinos e cenografia em A Incrível História do Peixe Orelha. 

Sobre BRUNA LONGO, atriz criadora- Mestre em Movement Studies pela Universidade de Londres – Central School of Speech and Drama, como especialista em Expressão Corporal nas funções de Educadora e Diretora de Movimento (Dramaturgia Corporal). Experiência como atriz e educadora no Brasil, Europa e Estados Unidos, tendo colaborado com a companhia dinamarquesa Odin Teatret, dirigida pelo diretor italiano Eugenio Barba e o American Shakespeare Center, situado no estado da Virginia, EUA. Dentre os mais recentes trabalhos como atriz estão, além de Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo (2016), Opera do Malandro (2014), Cada Qual no Seu Barril, Cabeça de Papelão, Carnavalha, e Kabarett (versão 2012) pela Cia. da Revista: Criatura, Uma Autópsia, de autoria própria, na Oficina Cultural Oswald de Andrade; Os 3 Mundos, com direção de Nelson Baskerville, no Teatro Popular do SESI; Crônicas de Cavaleiros e Dragões, no Teatro Popular do SESI; Ur-Hamlet e The Marriage of Medea com direção de Eugenio Barba; Shentai com Performers Exchange Project (Charlottesville, EUA), direção de Martha Mendenhall e O Nome, de Jon Fosse, direção de Denise Weinberg (Brasil), entre outros. Realizou Direção Corporal para os espetáculos no Brasil, Estados Unidos e Europa. Como dramaturga realizou os espetáculos MauDitas e Carnavalha com direção de Kleber Montanheiro e duas luas, com direção de Nicole Aun, premiado como melhor texto teatral no V Festival de Teatro de Guaçuí (Espírito Santo, Brasil) em 2002. 

Sobre DANIELA FLOR, atriz criadora – Formada pelo teatro escola Célia Helena em 1999, onde também trabalhou como professora de interpretação para crianças, adolescentes e adultos. Foi assistente  de direção de Marco Antonio Rodrigues nos espetáculos: Mockimpot de Peter Weis, com alunos formandos do teatro escola Célia Helena em 2000 e Copenhagen com a Cia. Arte e Ciência no Palco em 2000/2001, também foi assistente de Renata Zhaneta no espetáculo O Rei do Brasil em 1999. Dentre seus trabalhos como atriz estão, além de Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo (2016), Opera do Malandro (2014), Cada Qual no Seu Barril, Cabeça de Papelão, Carnavalha, e Kabarett (versão 2012) pela Cia. da Revista: Missa Leiga, com direção de Marco Antonio Rodrigues, Sete Gatinhos com direção de Renata Zhaneta. Em 2014 participou das montagens Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos e Procurando Firme, ambos dirigidos por Kleber Montanheiro, pelos últimos foi  indicada ao Prêmio FEMSA como melhor atriz coadjuvante; Pau Brasil e Todas Elas, ambos de F. Mendes e direção de Nicole Aun, prêmio de melhor atriz no Festival de Mogi Mirim.    

LUIZA TORRES, assistente de direção e responsável técnica – Formada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, ECA/USP, em 2012. Co-fundadora e diretora artística da Cia. Brasilis Playback Theatre. Trabalha também como professora e diretora teatral na Associação Cultura Inglesa desde 2003. Dentre seus trabalhos como atriz estão, além de Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo (2016), Opera do Malandro (2014), Cabeça de Papelão, Carnavalha, e Kabarett (versão 2012) pela Cia. da Revista: Espetáculos de Improviso, Cia. Brasilis Playback Theatre; A Doi2, Curta Metragem, direção Freddy Leal; O Gabinete de Franz Kafka e Mundo Esquecido, Parte I: Admirável Mundo Novo, com o Grupo Bum-Chacalaka, direção Pedro Rodrigues; Um Pássaro na Mão, com a Cia. Improvável de Teatro, direção Rafael Presto; Os Sete Afluentes do Rio Ota, Turma 2007 Artes Cênicas USP, com direção Beth Lopes; Projeto Zucco, com o Coletivo de Galochas, direção Tchello Gasparini. Dirigiu os seguintes espetáculos: A Load of Rubbish, Maurice, Judgment Day, Shame, Smart, Commercial Break pelo Spirit Theatre Group; Diva com til é divã, O Quarto Rosa, Esse lugar confuso entre o sexo e a Organização Familiar, e CUIDADO CÃO BRAVO pela Cia. Nós Não Fazemos Ópera.