AEROPLANOS

Antonio Petrin e Roberto Arduin estreiam espetáculo do argentino Carlos Gorostiza dia 5 de maio no Teatro Cacilda Becker

 Aeroplanos tem direção de Ednaldo Freire e apresenta, com humor, o medo da sombra da morte, a solidão, a perda de independência e a esperança de desfrutar livremente os últimos anos de vida

 Fotos de João Caldas Fº

O espetáculo Aeroplanos foi escrito pelo argentino Carlos Gorostiza e adaptado por Antonio Petrin, que, ao lado de Roberto Arduin, compõe o elenco dirigido por Ednaldo Freire.

Aeroplanos compõe o terceiro espetáculo do projeto Velhos Protagonistas, que iniciou-se quando Antonio Petrin completou trinta e cinco anos de carreira profissional. Na época, com sessenta e dois anos de idade e mais da metade de sua vida dedicada ao teatro, cujo repertório sempre esteve comprometido com obras de conteúdo humanitário, o ator resolveu comemorar essa longa jornada com um texto que pudesse marcar esse momento.

A peça escolhida foi A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett. Montado em 2000 com recursos próprios, o espetáculo retrata um homem na sua absoluta solidão, que, ao completar 69 anos, ouve em um antigo gravador de rolo seu áudio de 30 anos atrás. Em 2004, produziu e interpretou Um Merlin, texto escrito especialmente para ele por Luis Alberto de Abreu. O espetáculo aborda a última proeza do sábio herói, que construiu uma nação, e a paixão que o transformou.

Para Petrin, ‘Aeroplanos é uma das mais profundas e comoventes peças da atual dramaturgia argentina. O espetáculo apresenta, com humor, sensibilidade e diálogos inteligentes e desafiadores, a própria alma dos idosos: o medo da sombra da morte, a solidão, a perda de independência e a esperança de desfrutar livremente os últimos anos de vida’.

Os personagens Cristo e Chico são duas figuras extraídas das camadas mais simples de nosso cotidiano. São amigos que, na velhice, conversam sobre o porquê da existência, com bom humor e leveza, por meio de uma troca de anedotas, piadas e confidências feitas em um dia crucial para ambos.

Sinopse
Velhos amigos que chegaram juntos aos 75 anos, Cristo e Chico se identificam em suas respectivas solidariedades: um no âmago de uma possível enfermidade (da qual decidira não se inteirar) e outro internado em um asilo por sua família, que se mudará para outro país. A solidão e a inexorável perspectiva da morte são encaradas de frente, exigindo atitudes, dado que “A eternidade está no minuto que vivemos’, como filosofa um dos personagens.  Brincando, mas sem forçar a barra, superam e quebram as regras. Tomam um avião, um “aeroplano” em suas fantasias, e decidem dar uma volta ao mundo. Finalmente convertidos em “aeroplanos”, se entrecruzam as cenas em pleno delírio, esquecidos de tudo e imensamente felizes.

Sobre Antonio Petrin
Cursou a Escola de Arte Dramática em 1967. Participou de 42 peças teatrais como ator; dirigiu 12 espetáculos teatrais; atuou em 35 programas entre novelas e especiais para a televisão e em 12 filmes nacionais. Foi indicado para os mais importantes prêmios como melhor ator, tendo ganhado o prêmio APETESP no ano de 1983 com a peça “Ganhar ou Ganhar (Gim Game)” e em 1991 o prêmio Manchete pela novela “Pantanal”. No teatro atuou em: “Hamlet”, de William Shakespeare e direção de Ron Daniels (2012); “Seria Cômico Se Não Fosse Sério”, de Friedrich Dürrenmatt e direção de Alexandre Reinecke (2010); “Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores”, direção de Eduardo Figueiredo (2009/10); “A Última Gravação de Krapp”, de Samuel Beckett e direção de Francisco Medeiros (2003/04); “Um Merlin”, de Luis Alberto de Abreu e direção de Roberto Lage (2000/03); entre outros.

Sobre Roberto Arduin
Ator e arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, é também cenógrafo e figurinista. Em São Paulo, paralelamente ao trabalho de arquiteto, começou sua formação com José Eduardo Vendramini. Depois de cinco anos exercendo a profissão, decide abandonar a arquitetura e dedicar-se exclusivamente ao teatro. Entre os espetáculos de que participou estão: “A Aurora da Minha Vida”, direção de Naum Alves de Souza (Montagens Paulista e Carioca) e direção de Bárbara Bruno (Montagem Paulista); “Trair e Coçar é Só Começar”, direção de Atílio Riccó; ”Dom Juan”, direção de William Pereira; “O Mistério de Gioconda”, direção de Bibi Ferreira; “Sete Vidas”, direção de Bárbara Bruno e Paulo Goulart; “Purcell – O Rei Arthur”, direção de Naum Alves de Souza; “Nijinski”, direção de Naum Alves de Souza; “Santa Joana”, direção de José Possi Neto; “Os Sete Gatinhos”, direção de Nelson Baskerville. Na televisão, atuou nas novelas “Éramos Seis” (SBT); “Chiquititas”,  (SBT) e Marisol (SBT). Também participa do seriado Malhação (Rede Globo)  e do seriado 9MM (FOX)

Ficha técnica
Texto: Carlos Gorostiza. Tradução: Antonio Petrin. Direção: Ednaldo Freire. Elenco: Antonio Petrin (Chico) e Roberto Arduin (Cristo). Direção de produção: Sonia Kavantan. Realização: Proa Produções Artísticas. Produção: Kavantan Projetos e Eventos Culturais.

Serviço
Teatro Cacilda Becker, R. Tito, 295 – Lapa
Temporada de 5 de maio a 25 de junho.
Não haverá espetáculo nos dias 26, 27 e 28 de maio.
Sextas e sábados, às 21h.
Domingos, às 19h.
Valor: R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (meia)
Fone: 3864-4513
198 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 12 anos